
O público-alvo das ações são as famílias que recebem o acompanhamento na unidade. Elas são inseridas nas oficinas que variam entre customização de bolsas, peças jeans, mosaicos além de receberem visitas e atendimento individualizado. Para cada atividade, o Cras convida, em média, 12 participantes.
Luzimare é um exemplo de que o trabalho do Cras é significativo. Ela recebe atendimento na unidade desde 2017 e exerce a função de multiplicadora, ministrando algumas oficinas, há cerca de um ano. “É um grande aprendizado para quem tem alguma dificuldade na vida, autoestima baixa ou algum problema psicológico. Recomendo a todos que procurem o Cras porque a equipe nos ajuda muito. Fico gratificada por poder ensinar”, destacou.
As peças utilizadas no processo de customização são reaproveitadas evitando o descarte inadequado, ou seja, assegurando a preservação ambiental. Segundo a assistente social Vera Lucia Cidade, os resultados em cada oficina vão além do êxito no trabalho manual. “Esse projeto surge da necessidade de perceber que as famílias precisam ser acompanhadas, terem sua autonomia e autoestima fortalecidas e desenvolver processo criativo. Esse projeto que empolga porque ao final da oficina as participantes veem os resultados com as peças prontas”, reforçou.

De acordo com a assistente social e coordenadora do Cras Calabetão, Cíntia Braga, os ganhos ao participar de uma oficina como a ofertada são múltiplos. “Acredito que o maior objetivo destas oficinas é empoderar mulheres, ajuda-las a atingir o protagonismo feminino. Desde o inicio no mês estamos ofertando momentos como este e estamos fechando hoje com esta oficina de customização de jeans”, finalizou.