Logo Prefeitura de Salvador

Aulas de capoeira beneficiam mais de 150 alunos em escola de Paripe

A Lei 9.072/2016 reconhece a arte-luta como expressão cultural e esportiva, de caráter educacional e formativo

 

 

 

O ensino da capoeira nas escolas municipais de Salvador ganhou mais um incentivo e agora pode ser reconhecido efetivamente como atividade complementar. A atividade foi regulamentada na semana anterior, quando o prefeito ACM Neto sancionou a Lei 9.072/2016, que reconhece a arte-luta como expressão cultural e esportiva, de caráter educacional e formativo, e permite que as instituições possam estabelecer parcerias para o ensino da capoeira em escolas nas instâncias do ensino municipal, público e privado.
 
Em Salvador, atualmente existem cerca de 78 escolas da rede municipal de ensino que desenvolvem, além da grade curricular, atividades para o ensino da capoeira com os alunos. Embora o número de instituições na rede que trabalham com a capoeira ainda seja pequeno, comparado com as 430 escolas disponíveis através do município, o dado já é considerado um grande avanço no fomento da arte-luta e da cultura de matriz africana na cidade.
 
Um exemplo de sucesso no trabalho com a capoeira nas unidades da rede municipal é a Escola Municipal Fernando Presídio, localizada na 2ª Travessa Bela Vista de Tubarão, em Paripe. Na unidade mais de 150 alunos  praticam, no turno oposto ao período de aulas formais, atividades de capoeira. As aulas acontecem às segundas e quartas-feiras, durante todo o dia, e atendem crianças com idade a partir de 4 anos. O trabalho é realizado em parceria com a Associação Beneficente Educação Arte e Cidadania (Abeac), que possui sede na Ribeira, e acontece na escola desde 2015.
 
Professor de capoeira nesta escola, Gilson Evangelista, conhecido por Mestre Breack, destacou os benefícios da prática da capoeira com as crianças. “A capoeira contribui de forma ampla para a formação das crianças. Tudo que acontece aqui nas aulas nós utilizamos como um recurso para ensinar a eles sobre a vida. Quando um aluno cai, por exemplo, eu mostro que dar risada não é legal, que o correto é ajudar o colega. Esses ensinamentos se refletem na vida deles e também são uma forma de afastá-los da violência.
 
Além da formação na capoeira, Mestre Breack é estudante do sétimo período de Educação Física e já desenvolveu trabalhos com a capoeira em diversas comunidades da cidade. Apenas na Fundação Cidade-Mãe (FCM), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps), ele comandou turmas de capoeira por três anos.