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Programa de Combate ao Racismo Institucional é promovido em ação conjunta da Sempre e Semur

Vitor Santos / Ascom Sempre

Sensibilizar, discutir e promover a reflexão sobre a importância do combate ao racismo, diante de dados que retratam a desigualdade racial, são objetivos da palestra sobre “O Diagnóstico Socioeconômico Atual da População Negra na Bahia e em Salvador”, promovida pela Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre), nesta quarta-feira (18), no auditório do Banco do Nordeste, no Comércio.  A ação, realizada em parceria com a Secretaria Municipal da Reparação (Semur), faz parte do Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI) da Prefeitura Municipal do Salvador.

Durante o evento foram apresentados dados de pesquisas que comprovam a desigualdade socioeconômica de Salvador e discutidas ações de enfrentamento ao racismo institucional, sobretudo, mas unidades de acolhimento e atendimento da secretaria, como CRAS e CREAS, para o público de gestores e colaboradores da Sempre.

A secretária da Sempre, Ana Paula Matos, reforçou a importância de ações nesse sentido, já que a maioria dos usuários dos serviços socioassistenciais da Sempre são negros. “Historicamente tivemos negros com direitos violentados, e, sobretudo, por isso, precisamos refletir, debater e propor ações de combate ao racismo, principalmente com trabalho direcionado aos gestores e colaboradores da secretaria que lidam diariamente com a população majoritariamente negra”, afirmou Ana Paula.

Supervisora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) na Bahia e palestrante do evento, Ana Georgina Dias,  destacou que “promover atividades como essa, dentro da esfera dos órgãos da prefeitura de Salvador, contribui para despertar a reflexão sobre a reprodução de comportamentos e estruturas do racismo institucional”.

A supervisora técnica da Proteção Social Básica (DPSB) da Sempre e coordenadora do PCRI, Carmen Flores, destacou a importância da iniciativa. “É significativo contribuir para que os colaboradores não reproduzam o racismo institucional e, sobretudo, colaborem para que os usuários dos equipamentos da Sempre saiam da condição de vulnerabilidade social, se vejam de uma forma positiva e descubram a sua melhor versão”, disse.