
Fotos: Vitor Santos / Ascom Sempre
Proteção para os foliões mirins é marca da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre) neste Carnaval. Além das ações de abordagens sociais, combate ao trabalho infantil com a campanha Criança Não é Mão de Obra, os técnicos do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) também distribuem pulseiras de identificação das crianças nos circuitos do Carnaval de Salvador. Nos dois primeiros dias oficiais de folia, 422 pulseiras foram colocadas nas crianças acompanhadas dos pais ou responsáveis.
A cozinheira Lenivalda Batista levou as duas filhas, Milena de 8 anos e Letícia de 10 anos, para curtir a folia no Circuito Osmar. Ao chegar, foi abordada por um dos técnicos da Sempre. “Acho importante colocar as pulseiras porque é mais uma segurança para a criança. Nunca perdi meus filhos no Carnaval, sempre trago as duas, mas é melhor prevenir do que remediar”, disse. A atendente Ana Paula, 39 anos, levou o sobrinho Felipe Gabriel, de 6 anos. Ela conta que a atenção tem que redobrar nos dias de festa. “É interessante esse projeto porque deixa a gente com a sensação de segurança. Temos que ficar atentas, mas pode acontecer de a criança se afastar da gente, então com a pulseira já facilita”.
A supervisora da ação, assistente social Gandh Catarino, explica que a ideia é “identificar as crianças, principalmente as que estão em situação de vulnerabilidade para que elas tenham o encaminhamento devido em relação às autoridades. Fora desse perfil de vulnerabilidade ou risco a gente também dá a pulseirinha para sinalizar, caso alguma venha a se perder dos seus pais. Colocamos nome da criança, do responsável e telefone”.
A secretária da Sempre, Ana Paula Matos, afirmou que “o trabalho da turma da pulseirinha vai muito além da entrega das pulseiras de identificação. Os técnicos aproveitam para orientar os pais sobre medidas de segurança na folia baiana e mostram os serviços disponibilizados pela Sempre na luta contra qualquer violação de diretos”.