Case de sucesso da prefeitura, o Programa Salvador Social foi alvo de estudo do Banco Mundial, patrocinador do projeto que engloba as áreas de Assistência Social, Saúde e Educação na capital e conta com mais de R$ 200 milhões de investimento. Nesta segunda (23) e terça (24), representantes do Banco Mundial estiveram na Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre) para discutir o projeto e dar início ao novo programa de combate à violência contra a mulher.
Na terça, a nova especialista em proteção social do Banco Mundial, Maria Concepaán, conheceu o Projeto Salvador Social e a evolução histórica da Sempre, em palestra administrada pela diretora de Proteção Social Básica, Emanuele Rodovalho. O projeto já atendeu mais de 7 mil famílias só este ano.
Emanuele Rodovalho destacou que a Sempre vem batendo as metas e ressaltou a parceria de sucesso com a instituição financeira. “O mais importante foi demonstrar à nova especialista em proteção social do Banco Mundial a evolução histórica da secretaria, nas três estruturas organizacionais, serviços e benefícios e recursos humanos e como definimos as metas para o Salvador Social. Ela deu um feedback muito positivo”.

Já nesta quarta-feira, técnicos dos CRAS (Centros de Referência da Assistência Social) participaram de um projeto pioneiro na capital baiana voltado às discussões de gênero. A proposta visa capacitar os assistentes sociais para trabalhar a prevenção da violência doméstica. Um dos objetivos é que os profissionais da Sempre possam identificar as beneficiárias que estão sendo vítimas de violência, seja ela física, emocional, patrimonial, sexual ou moral e abordem o tema da melhor forma.
Consultora do Banco Mundial, Gabriela Bastos explicou que o projeto complementa o Salvador Social e pretende atingir tanto os profissionais, quanto os assistidos. “Projeto de gênero que estamos fazendo de forma complementar ao Programa Salvador Social, para trabalhar prevenção e mitigação da violência doméstica no âmbito da assistência social. A ideia é fazer uma capacitação com os assistentes sociais para eles perceberem e identificarem os beneficiários que estão sendo vítimas de violência e fazer também oficinas junto aos beneficiários. Vamos discutir estereótipos de gênero, relação de poder, tipos de violências, fazendo a capacitação dos dois grupos”, disse.
Antônio Claret, professor da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e especialista em Ciências Comportamentais, também participou do evento e informou que todos os dados colhidos seguem para análise do banco, junto a técnicos da Prefeitura de Salvador.